sábado, 25 de junho de 2011

ESSA TAL DE QUIMICA











Intrusa
Chega sem permissão, invade, contamina
Confunde, sensibiliza, sufoca
Traiçoeira, insensata
Atemporal, sensorial  
Êxtase, alucinógeno
Projeção?
Espelho?
Identificação?
Sei não
Sequestra minha atenção
Despadroniza meu padrão
Faz-me viajar em uma canção
Imagens e lembranças me perseguem
Neurônios conflitam com hormônios
Felicidade insana e patética
Um se imaginando dois
Viagem sem destino
Abismo e vazio
Toxina que nos consome
Lenta e sorrateira
Assalta meus pensamentos
Aguça meus sentimentos
Minha pele sente
Desejo inconsequente
Magnetismo, atração
Platônica ou não, não importa
Quero mesmo é intoxicar-me dela
Ah! Essa tal de química

Alexandre Malosti

4 comentários:

tangram ana paula disse...

Caracaaaaaaaaaa...Alexandre vc é um poeta! Alma de poeta escondido em um ser ligeiramente duro! Amei... Com certeza se contamine com essa tal de química e traga poemas para nós assim todos os dias...Inspiradores! Parabéns! Ameiiiiiiii.

Alexandre Malosti disse...

Obrigado Paulinha.... Malostinhos fazendo poesias.... super tradicionallllll kkkkkkkkkkkkkkk... Mas o importante é usar a poesia como uma ferramenta de expressão... Você está fazendo poemas lindos, criticos e reflexivos... Show mesmo. Essa poesia brotou, escrevi em uma noite... Mas que todos sintam-se intoxicados por essa quimica, paixão.... Nossos hormônios agradecem..Beijos

Guedes disse...

Como Químico de formação eu diria que esse poema é do baralho!!!!

"...Quero mesmo é intoxicar-me dela..."

LEGALIZE JÁ!

Abção!

Alexandre Malosti disse...

Caraca isso vindo de um quimico poeta.. o que posso dizer.. é do baralho mesmo.... Intoxicação para todos ... Abraço