sábado, 1 de outubro de 2011

QUEDAS DE CACHOEIRA
















Prata que escorre por entre pedras
Corre mansa, sutilmente abre caminhos
Fluídica, maleável e adaptável Vira ouro sob reflexo do sol
Joga-se com força preenchendo vazios

Quedas

Instável, ensurdecedora e indomável,
Moldam-se as rochas, aos troncos e aos barrancos
Desenha caminhos, serpenteia produzindo sons
Morada de mães d’água, salamandras e ondinas
Águas curativas para nossas emoções

Quedas
Quedas de nós

Limpam, purificam e energizam
Santuário meditativo e contemplativo
Mergulho no mistério e no improvável
Traz a tona enigmas de nosso inconsciente
Silhueta de águas rasas e cristalinas
Desconhecida de águas turvas e profundas

Quedas
Quedas de nós
Quedas d’água

Brota da terra nas mais altas nascentes
Fios d’água que ganham corpo e força
Abrindo caminhos até seu encontro com o mar

Quedas
Quedas de nós
Quedas d’água
Quedas de cachoeira

Alexandre Malosti

6 comentários:

André Bianc disse...

Quedas que caem sempre de pé. Muito boa. Parabéns!

Alexandre Malosti disse...

Obrigado mestre poeta.... quedas que nos fazem acordar para a vida.. crescer.... Quedas de nós.. abraço

Karina Aldrighis disse...

Lindo poema Alexandre! Cachoeiras são sempre energizantes! bjs

Alexandre Malosti disse...

Obrigado Karina... energizantes e ate curativas..... e suas características nos ensinam muita coisa.... beijos

Marli disse...

Oi Ale, lindo poema! Aliás vc disse uma vez que alguém tinha lhe incentivado a escrever poesia. Vc já escrevia e não publicava ou mostrava aos outros, ou simplesmente nunca tinha escrito? Parabéns por sua criatividade!

Alexandre Malosti disse...

Oi Marli, que gostoso ver você por aqui..... Bom eu não escrevia... comecei a escrever através do Tangram... textos criticos e reflexivos... A poesia veio por acado, em maio de 2011 escrevi a primeira em uma madrugada.... que foi o Carceres Geométricos Quadrados, ganhando o concurso Poetas do Vale... depois disso disparou algo e comecei a escrever sem parar.... Poesia era um gênero que eu não me interessava, mas na verdade eu não compreendia.... Hoje sou apaixoando por esse gênero.. risos... O incentivo veio de uma senhora que recolheu essa minha poesia de uma varal que estava na praça da cidade.... quando ele fez o comentário... parece que deu um insight.... e graças a ela estou aqui escrevendo.. e também ao nosso falecido amigo e Artista José Demétrio, esse varal de poesias fazia parte de um evento onde ele era homenageado.. Beijos Marli e obrigado pelo comentário...