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domingo, 20 de março de 2011

ÁGUA LIMPA, HOMEM FÉTIDO


O que mais podemos dizer depois de ver essas imagens do rio Citarum
na Indonèsia? Onde vamos parar?
Não é por falta de informação, campanhas e mais campanhas são vinculadas diariamente nos veículos de comunicação. O que determina essa degradação geral de nosso planeta é simplesmente o nosso próprio modo de viver, o estímulo ao consumo exagerado e até mesmo desnecessário, a ganância, a ignorância, a percepção de que o mundo, a natureza foi feita para nos servir, olhamos para ela como se fossemos algo separado, de fora, um presente divino para que possamos sobreviver e desfrutar. Esse talvez seja um dos conceitos mais maléficos disseminado por crenças religiosas. Nós não entendemos que somos uma parte insignificante da natureza, fazemos parte dela. Embora insignificantes, somos os mais perversos, os únicos a não fazer falta no planeta, porém, somos os que mais destroem e esgotam os recursos naturais, um dos quais a valiosa água.

Alguns dados estatísticos:
- 2,5% da água do Planeta é potável e a maioria está congelada na calota polar;
- da água potável existente, apenas 0,6% é utilizável;
- 80 países já anunciaram racionamentos;
- morrem diariamente 25.000 pessoas devido a doenças relacionadas com a falta de água;
- a escassez da água pode gerar e aumentar a violência;
- mais de um sexto da população mundial não tem acesso à água potável, isso equivale a 18% ou 1,1 bilhão de pessoas.
- no Brasil, mais de 52% da população do Pará não tem acesso à água tratada.
- na África, 340 milhões de pessoas ainda não têm acesso ao recurso natural.

Atualmente, presenciamos catástrofes decorrentes da ação direta do homem: ocupação de áreas de riscos, margens de rios, desmatamento, poluição de rios e mares, entre tantas outras. Infelizmente a grande maioria da população não está nem aí para esses problemas. Muitas pessoas só podem ou conseguem pensar na própria sobrevivência, ações públicas são ineficientes e ás vezes inexistentes, estamos povoando a Terra como uma grande praga de gafanhotos, habitando locais inadequados, invadindo ecossistemas, dizimando a flora e a fauna e com isso contribuindo para um caos no planeta.
Eu, você, todos nós temos culpa, partilhamos do consumo selvagem e assim contribuímos para esse desastre generalizado, não sei onde iremos parar, apesar de toda tecnologia existente e que pode ser utilizada para minimizar esses impactos, sou descrente.
Talvez precisemos de mais catástrofes naturais, mais desastres, mortes de milhares de pessoas, falta de alimento, falta de água, daí quem sabe iremos acordar e entender que o planeta e seus recursos, entre eles a água, não foram criados e nem estão a nossa disposição.
Fazemos parte de um sistema e enquanto não conseguirmos olhar e entender a vida de forma sistêmica não haverá solução, somente destruição e degradação.

Alexandre Malosti