Mais um devaneio do Malosti.
Tenho percebido e refletido sobre minha dificuldade de lidar com o tempo
“livre”, tamanho é o meu condicionamento baseado em horários e “coisas” a
fazer. Mas acredito que essa reflexão seja feita por milhares de pessoas mundo
a fora. E claro que isso se torna mais forte quando você dispõe de ”todo” o
tempo do mundo e cabe a você administrá-lo sozinho com o que te faça sentido.
Quando trabalhava 10 horas por dia, esperava ansioso pelo
restante das horas livres para me ocupar de “prazeres” e o tempo era restrito. Hoje
que o tenho, estou aqui escrevendo sobre minhas inquietações e do incômodo que
todo esse tempo vem me causando.
Preciso fazer as pazes com o tempo!
Por que não simplesmente
aproveita-lo sem sermos constantemente cobrados por nossa mente inquietante
exigindo novos estímulos para que o dia tenha sentido?
Creio que o condicionamento desde a infância a horários,
tarefas, fazeres, ocupar-se o tempo todo venha empobrecendo essa relação amigável
com o tempo, com o ócio, com a contemplação e com o estado de uma mente
tranquila e calma.
Já pararam para pensar que se tirarmos os estímulos externos
corremos o risco de pirar? Parece que nossa existência sempre foi assim
determinada por horários, por ocupações, por regras e por condicionamentos.
Ainda lúcido (risos), vou trilhando o caminho que me faça
apaziguar com o tempo, ele continua tranquilo, ausente de inquietações,
simplesmente é, nós é que estamos passando inquietos por ele.
O “tempo” ao nos ver passando deve esta sussurrando por calma
e menos urgência.
Alexandre Malosti
