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sábado, 24 de setembro de 2011

LACUNAS

















Perco-me na confusão, aprisionado em minha mente
Película acelerada passando imagens desordenadas
Psicose, ora sou eu, ora outro
Ora eu que não o eu que reconheço
Tento me conectar dentro da minha desconexão
Mãos imprimem através de letras embaralhadas
Junto todas de forma automática
Dedos não acompanham a rapidez do pensamento
Elaboração vulcânica expelindo ideias, impondo sensações
Catarse de emoções sem sons e de poucos movimentos
Pareço não dominar minha racionalidade
Parabólica captando sinais desconhecidos
Expurgando angústias, dúvidas e dores
Movimentos de olhos para cima
Abrem passagem para o inconsciente
Fragmentos, pedaços, nada é linear
Volto, leio, releio, busco sentidos
Desconectado da rotina, conectado ao vazio
Vazio cheio de linguagens
Rendido e inspirado por minhas experiências e as de outrem
Desprendido de significado
Sem nome, sem título
Frases confusas
Espaços vazios entre as palavras
Segredos
O escrito não dito
Lacunas ricas para interpretação

Alexandre Malosti