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domingo, 13 de novembro de 2011

O AMOR QUE QUERO


Não quero um amor modelado dentro de formas
Quero um amor modelado à mão
Perfeito na sua imperfeição
Autêntico em seus traços, texturas e até rachaduras

O amor que quero não exige perfeição

Não quero um amor embalado pelo canto que agoniza na gaiola
Quero um amor celebrado pelo bater das asas da liberdade
Livre que aceita e admite escolhas

O amor que quero não vinga em prisão

Não quero um amor enganado para suprir carências
Quero um amor que enriqueça minha existência
Aquele que agrega, que partilha, que liberta

O amor que quero não é alimentado por aparências

O amor
Esse que quero
Utopia com uma pitada de sanidade

Alexandre Malosti