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sábado, 13 de agosto de 2011

ALADO DA LUXÚRIA


Ainda vejo a lua cheia
Refletida no verde de teus olhos
Madrugada fria, silêncio quebrado
Barulho das águas batendo em pedras
Cenário de cachoeira
Sentados na madrugada tremendo de desejo
Noite clara iluminando teu rosto
Olhar de desejo na face de um anjo
Alado da luxúria
Minha alma conectada a sua
Aura envolta de libido
Hipnotizado pela lua refletida em teus olhos
Implorando por um beijo
Calor esquenta a madrugada fria
Toco seu corpo, sua boca
Despido pelo desejo
Deito sobre teu corpo
Invado sua intimidade
Anjo e demônio, nova entidade
Não sei quantas voltas no ponteiro do relógio
Libertei-me das horas, da linha do tempo
Sentia apenas o compasso do meu corpo deslizando sobre o teu
Desnudo e sem racionalidade
Encontro raro, uma única vez
Intensidade de uma eternidade
Levada pelo bater das asas desse ser alado
Lembrança imortalizada
Escravo da lua cheia
Nas madrugadas que não me deixa esquecer

Alexandre Malosti