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domingo, 12 de agosto de 2012

ESCOLHAS SÃO DIFÍCEIS, MAS NÃO SEMPRE!


Escolhas são difíceis, mas não sempre!
Pior que elas, apenas a impossibilidade de não poder ou de não permitir-se fazê-las.
Estou no início de um processo de mudanças, onde optei por abrir mão de uma suposta estabilidade, do salário no final do mês e da ocupação do tempo.
Na real eu “forcei a barra” para que isso acontecesse. A falta de sentido no que estava fazendo, estar onde não queria, ser controlado por horários, entre outras coisas, me fizeram chutar o balde e correr riscos.
 Sem ter feito muito planejamento, imaginei que ficaria parado imaginando o que iria fazer. Mas nessa transição, as oportunidades foram me atropelando e comecei a desenvolver atividades extremamente diversas, contrárias ao meu cotidiano até então.
Estou me aventurando nas artes gráficas, dando aulas de cerâmica e continuando o trabalho como ceramista que já vinha desenvolvendo em paralelo.  Ainda nem recebi a primeira parcela do famoso seguro desemprego, mas já fiz alguns trabalhos gráficos, buscando novos clientes e dando aulas para professores de artes. Tudo com calma, sem estar estressado, apenas deixando fluir.
Não sei onde nada disso irá me levar, mas o que importa é que as coisas estão acontecendo, embora inseguro, estou tendo uma clareza de ideias que não tinha antes. Vontade de prosseguir, motivado e muito consciente de que nem tudo será fácil. Terei que abrir mão de coisas, mas ganharei outras.
Relatei tudo isso, não para falar apenas do momento que estou vivendo, mas principalmente para propor uma reflexão da vida que estamos levando. O discurso de reféns do sistema já está cansativo. Frases como “preciso trabalhar”, “não sei fazer outra coisa”, “quem vai pagar minhas contas” e por ai vai, estão servindo para justificar esse aprisionamento provocado por nós mesmos.
Mesmo que não sigamos os caminhos desejados, temos que no mínimo saber quais poderiam ser. Sair dessa mecanicidade diária e nos ouvir.
A vida é real, as contas também, o sistema é perverso, etc. Mas e nós? O que queremos realmente? Que tipo de vida queremos levar? Falta coragem? Percepção de si mesmo?
Não sei! Deixo apenas essas perguntas para reflexão. 

Alexandre Malosti