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sábado, 20 de agosto de 2011

CHEIO DE MIM


Cheio de mim
Vasculho armários e gavetas
Objetos desnecessários, espaços ocupados
Cartas, contas, fotos, embalagens vazias
Súplicas de desapego
Confusão, angústias
Sentimentos sem sentido
Faxino, limpo, organizo
Diálogo solitário, vozes no silêncio
Vassoura varre o chão
Espanador remove poeiras
Poeiras letárgicas
Bagunça que trava, impede
Meu corpo estagnado pede por movimento
Ideias confusas, não cabem mais
Descarto, vou descartando
Jogo a sujeira no lixo, a impotência e a desmotivação
Espaços congestionados pedem para serem desocupados
Abro janelas
Luz e vento transitam pelo ambiente
Energia em movimento
Pulmão respira, mente esvazia, pele transpira
Gotas de suor, limpando, expelindo
A cada objeto que recoloco
Vou encontrando meu foco
Cuido das plantas, podo minhas angústias
Arrumo quadros, organizo livros
Mente acalma, corpo relaxa
Pronto!
Bagunça organizada
Vazio de mim
Paro, reflito e sinto
Novos espaços a serem preenchidos
Com meus objetos e desejos

Alexandre Malosti