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sábado, 1 de outubro de 2011

QUEDAS DE CACHOEIRA
















Prata que escorre por entre pedras
Corre mansa, sutilmente abre caminhos
Fluídica, maleável e adaptável Vira ouro sob reflexo do sol
Joga-se com força preenchendo vazios

Quedas

Instável, ensurdecedora e indomável,
Moldam-se as rochas, aos troncos e aos barrancos
Desenha caminhos, serpenteia produzindo sons
Morada de mães d’água, salamandras e ondinas
Águas curativas para nossas emoções

Quedas
Quedas de nós

Limpam, purificam e energizam
Santuário meditativo e contemplativo
Mergulho no mistério e no improvável
Traz a tona enigmas de nosso inconsciente
Silhueta de águas rasas e cristalinas
Desconhecida de águas turvas e profundas

Quedas
Quedas de nós
Quedas d’água

Brota da terra nas mais altas nascentes
Fios d’água que ganham corpo e força
Abrindo caminhos até seu encontro com o mar

Quedas
Quedas de nós
Quedas d’água
Quedas de cachoeira

Alexandre Malosti